Friday, April 29, 2016

O Pensador de Rodin

















(1. Desenho digital feito em Krita (Website oficial) baseado na escultura de Rodin no artigo abaixo citado e com a seguinte legenda:

«O Pensador de Rodin mostra que a máxima concentração tem a aparência externa de tristeza»,

artigo de que se transcreve o seguinte parágrafo:

«(...) a reflexão da razão não exige, para estar presente, a sua codificação por escrito, uma vez que o diálogo oral pode ser e é muitas vezes uma alta expressão da razão em todos os seres humanos que reflectem e pensam; noutros termos, não é preciso ser filósofo de profissão para se dedicar à tarefa reflexiva da razão. Mas a razão filosófica exprime o seu pensamento não sob a forma de histórias (mitos, epopeias, romances ou biografias) nas quais pelo menos um mínimo de cronologia ordena os acontecimentos, mas pela mediação dos conceitos e do raciocínio. É por isso que a razão aparece como austera, exigente e, de certo modo, ascética; assim, a figura do Pensador de Rodin mostra que a máxima concentração tem a aparência externa da tristeza. Mas é pela razão que o ser humano consegue superar o carácter visível das coisas, dos seres e dos acontecimentos para descobrir - muitas vezes com uma alegria profunda - no coração do visível a essência invisível da visibilidade. É o que, pelo menos enquanto ideal, a filosofia caracteriza como a verdade e o bem.» - "Existência perde autenticidade", de Michel Renaud, «in» Notícias do Milénio, edição de 8 de Julho de 1999, dos jornais do grupo Lusomundo (Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Açoriano Oriental, Diário de Notícias - Madeira e Jornal Tribuna de Macau), pp. 108-115);

2. «Auguste Rodin» - Wikipedia, «O Pensador» - Google e «Musée Rodin»;

3. A propósito: «Michel Renaud» - Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida)